domingo, 24 de junho de 2012


O reino da maçã
O reino da maçãPor mais que esse discurso já venha sendo dito há alguns anos, a crescente concorrência tem posto em xeque a hegemonia da Microsoft no mercado de sistemas operacionais. Entre seus rivais, quem mais ameaça sua soberania é a Apple.
Uma pesquisa feita pela empresa Gartner, especialista em consultoria e estudos em tecnologia da informação, os motivos para o crescimento da companhia de Steve Jobs é exatamente a fácil conectividade e interação entre seus aparelhos, que agrada aos usuários.
Ter uma plataforma simplificada que una iPad, iPhones e iPods com os Macs é um dos grandes feitos da Apple, que ganha mais e mais espaço. Esse “ecossistema” entre os dispositivos, aliado ao alto desempenho de hardware, é o que faz com que um número cada vez maior de usuários migre para o Mac OS, como afirma a consultoria.
A estimativa, ainda de acordo com a Gartner, é que mais da metade do mercado europeu e norte-americano seja dominada pela empresa em 2011. Além disso, os erros das demais marcas vão apenas alavancar o sucesso da “maçã”.
MacBooks vão desencadear a vitória dos computadores portáteis
Divulgação/Apple
A preferência por produtos Apple vai acarretar em outra tendência para o ano que vem. O aumento nas vendas de MacBooks, auxiliado pela ampliação das áreas de cobertura de internet sem fio, vai fazer com que computadores portáteis substituam a utilização dos desktops para uso pessoal.
Ao menos é o que apontou uma pesquisa de mercado realizada pela IDC. O resultado aponta um aumento de 16,1% nas vendas de laptops e de apenas 3,8% para computadores de mesa em 2011. Entretanto, os índices apresentados são referentes a uma visão mais global do segmento e não apenas dos notebooks da Apple.
Mais notebooks que desktops
A estimativa da IDC é que, até o ano que vem, mais de metade dos computadores do mundo já sejam portáteis. Um dos principais motivos para essa mudança está na praticidade oferecida por esses aparelhos. Com mais redes sem fio disponíveis, a possibilidade de estar sempre conectado torna-se realidade, independentemente de onde você esteja.
Contudo, vale ressaltar que o resultado divulgado pela IDC demonstra apenas uma tendência de mercado, transparecido pelo aumento de vendas de notebooks sobre os desktops. Os PCs como utilizamos hoje não vão ser extintos em apenas um ano, mas vão ficar cada vez mais restritos a ambientes corporativos, por exemplo.


Qualidade e interatividade acima de tudo
Uma das maiores tendências que estamos acompanhando nos últimos anos está na preocupação dos usuários em relação à qualidade de imagem em seus aparelhos. As TVs trouxeram o padrão Full HD com resolução de 1080p e os discos Blu-ray fizeram com que os filmes utilizassem toda essa capacidade durante a exibição.
Com os smartphones não foi diferente. O lançamento do iPhone 4, em junho de 2010, apresentou uma nova tecnologia para as telas de dispositivos portáteis. A chamada Tela Retina (“Retina Display”) possui uma resolução de 326 pixels por polegada, ou seja, uma quantidade acima da suportada pelo olho humano, o que resulta em uma incrível qualidade na visualização dos elementos.
Tela Retina do iPhone 4
Divulgação/Apple
Para 2011, a estimativa de Reto Meier é que outros aparelhos passem a utilizar esse sistema para oferecer o máximo de qualidade ao usuário. Mesmo que não tragam a tecnologia apresentada no aparelho da Apple, espera-se que a maioria dos lançamentos em smartphones e tablets já disponibilize telas em alta definição (HD). Com isso, o 720p deixa de ser luxo para virar necessidade.
Outra tendência tecnológica é o surgimento de aparelhos cada vez mais interativos. Já imaginou controlar seu celular sem nem sequer tocar nele para isso? Pois é esse o futuro que nos aguarda.
Uma pequena prévia disso já foi exibida com o eyeSight, uma tecnologia que utiliza a câmera de qualquer aparelho para isso. Basta um gesto em frente à lente do dispositivo para que ele entenda o que deve ser feito.
Além de permitir o gerenciamento do dispositivo de maneira mais prática, a interatividade também será disponibilizada em games, que vão atingir um novo patamar de diversão. O aguardado Kinect, acessório para Xbox 360 que vai dispensar o uso de joysticks, foi apenas uma prévia de uma tecnologia que está por vir.
Porém, o controle gestual e por voz não vai ser exclusividade dos smartphones ou dos video games. Várias universidades e centros de pesquisa em tecnologia estão desenvolvendo computadores que utilizem esse tipo de recurso, que antes parecia ser exclusividade de filmes de ficção científica.
Apesar de parecer algo futurista demais para um lançamento em breve, o controle gestual já foi apresentado em computadores domésticos. A japonesa Fujitsu, por exemplo, apresentou sua nova linha de notebooks em que o usuário não precisa tocar em nenhuma tecla para realizar suas ações. Basta utilizar a câmera para que o laptop reconheça a ordem.
Entretanto, por ser algo novo, os primeiros lançamentos com suporte para essa tecnologia vão realizar apenas pequenas operações. Um exemplo é a própria linha da Fujitsu, que oferece apenas o gerenciamento do Windows Media Player com base nos movimentos do usuário.


Cobertura total
Além dos tablets, outra tendência para a comunicação móvel em 2011 é a facilidade de conexão. Isso porque, ainda de acordo com as previsões de Reto Meier, a cobertura das redes sem fio vai ser ainda maior.
Ampliação das redes sem fio
Tanto a área de abrangência do sinal 3G quanto do Wi-Fi serão ampliadas, o que vai implicar um aumento na quantidade de conexões via dispositivos portáteis, principalmente em ambientes corporativos, em que os usuários precisam estar sempre online para saber das novidades.
Isso sem falar que regiões sem acesso a essas redes passarão a estar dentro da área de cobertura. É o caso da Tailândia, que anunciou a chegada do 3G ao país a partir do ano que vem. Do mesmo modo que o país asiático, outras nações devem adotar o sistema.Evolução das redes sem fio
Outra aposta são as conexões de quarta geração, as chamadas 4G. De acordo com a operadora americana Verizon, até o fim deste ano, cerca de um terço dos Estados Unidos vai ter acesso à tecnologia LTE. Já para 2011, a expectativa é que esse número dobre.
Já estimativas apresentadas pelo grupo responsável pelas conexões WiMAX acreditam que aproximadamente um bilhão de usuários em todo o mundo estarão dentro de sua área de cobertura até o fim do ano que vem.
Esses valores apenas tendem a crescer à medida que o mercado de smartphones se expande. Para se ter uma ideia, a Apple ultrapassará a marca de 100 milhões de iPhones vendidos em todo o mundo em 2011. O dado foi divulgado pela consultora de tecnologia Katy Huberty, que apenas contabilizou o crescimento da empresa de Steve Jobs. Agora adicione as demais empresas e imagine o tamanho da demanda para essas redes sem fio.

O ano dos tablets
Se as previsões do futuro nada mais são do uma análise de tendências atuais, as projeções mais imediatas e plausíveis são quase que imediatas, ou seja, para 2011. Para isso, basta saber o que fez sucesso este ano para sabermos o que vai explodir no seguinte.
Com o lançamento do iPad e sua crescente popularização, por exemplo, é perceptível que as vendas de tablets serão bem expressivas no próximo ano, principalmente com a entrada de outras marcas no mercado.
A IDC, empresa especializada em consultoria no segmento de Tecnologia da Informação e Telecomunicações, divulgou uma pesquisa que indicou a popularização das pranchetas virtuais. Segundo os resultados obtidos, cerca de 7 milhões de tablets vendidos terão sido vendidos até o começo de 2011.
iPad foi apenas o primeiro passo
Divulgação/Apple
Até então, a hegemonia nesse tipo de produto está nas basicamente nas mãos da Apple, que afirmou ter vendido aproximadamente um milhão de iPads em apenas um mês após seu lançamento. Todavia, com a chegada das pranchetas da Sony, HP e Asus, por exemplo, o consumidor passa a ter mais alternativas de escolha, além de presenciar uma queda de preços, o que vai ajudar a popularização dessa tecnologia.
Além disso, os tablets também alavancaram outra tendência para o próximo ano. Seguindo uma corrente que vem evoluindo desde o início dos anos 2000, Reto Meier aposta em aparelhos cada vez mais leves e finos.
Como dito anteriormente, isso já é algo bastante perceptível. Celulares, computadores e TVs tiveram seu tamanho reduzido ao mesmo tempo em que ganharam design moderno e inovador. Em 2011 isso não vai ser diferente e espera-se que o foco na mobilidade de produtos tecnológicos fique ainda maior. 
Telas flexíveis a caminho
Divulgação/Samsung
Entretanto, como encolher algo que já está pequeno? A diminuição de espessura e o peso não são as únicas apostas para o ano que vem, que vai ser marcado pelo lançamento das primeiras telas AMOLED flexíveis. Com isso, espera-se uma nova geração de aparelhos muito mais portáteis e práticos de serem transportados.
Até então, esse tipo de tecnologia está em desenvolvimento, mas já apresenta grandes avanços. A própria Samsung trabalha em algo nesse segmento e, segundo a previsão de alguns especialistas, a tecnologia estaria disponível a preços acessíveis já em 2012.


O futuro em números
2011 é logo ali

A bola de cristal
Se a tecnologia avança tão rapidamente, por que não nos espantamos mais com isso? Pode parecer paradoxal, mas a mudança é tão constante que deixamos de ver as novidades com os olhos de quem nunca viu algo daquele tipo. Tudo isso porque já esperamos essas mudanças.
Isso não quer dizer que, há dez anos, você soubesse que a internet de 100 Mbps fosse tão acessível, sendo a discada ainda era absoluta no início da década. Contudo, já víamos um salto com o surgimento da banda larga e velocidades cada vez maiores, o que nos dava uma ideia do que estava por vir.
Previsão do futuro? Pura análise de mercado.
Essas “previsões” do futuro são bastante recorrentes no mundo da tecnologia. Quem nunca viu um conceito de como serão os computadores do futuro ou seu carro nos próximos vinte anos? Porém, nenhum deles se trata apenas de “chutes” ou adivinhação, mas palpites.
Existem pessoas que são praticamente especialistas nesses “vislumbres” tecnológicos. Para isso, os chamados futuristas não utilizam bolas de cristal nem possuem poderes sobrenaturais. Eles apenas utilizam parâmetros atuais e os projetam para os próximos anos.
É o caso de Reto Meier, um autor norte-americano que fez várias previsões do futuro. Segundo ele, o ritmo com que as novidades surgem torna possível imaginar o que está por vir a curto, médio e longo prazo.
Com base em tendências encontradas em produtos atuais, como a convergência de mídias e computação em nuvens, Meier consegue visualizar qual o caminho a ser trilhado pela tecnologia nos próximos anos.
Porém, ele não é o único, e as empresas sabem disso. Dessa forma, elas formam parcerias com esses futuristas para saber em qual área investir na próxima geração de produtos a fim de agradar e conquistar um público maior.
Isso significa que todas as tecnologias para os próximos anos e décadas são apenas uma evolução daquilo que já existe. Já imaginou como será seu computador daqui a cinco anos ou se ele ainda vai continuar a existir da forma como o conhecemos em 2020?


Tudo o que você pode esperar da tecnologia até 2030

Mesmo sem bola cristal, demos uma olhada no futuro. Com base nas previsões de especialistas em tecnologia, imaginamos quais serão as grandes novidades para os próximos anos.

Dizer que o avanço da tecnologia é incrivelmente rápido é estar em lugar comum. Já estamos acostumados a essa realidade e não nos deixamos mais assombrar com a quantidade de novidades que surgem a cada momento.
Entretanto, o constante lançamento de novos produtos, plataformas e conceitos cria uma série de possibilidades e necessidades até então inexistentes em nossas vidas. Quem imaginava, há cinco anos, utilizar o aparelho celular para acessar a internet da mesma forma que era feita computador?
Além do surgimento de novos recursos, há a evolução daquilo que já conhecíamos. Basta lembrar como era seu computador no início dos anos 2000 e comparar com os modelos atuais, que esbanjam velocidade e desempenho. Isso sem falar dos próprios celulares, que de “tijolos” se transformaram em pequenos centros de informação em seu bolso.